segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sei, entendo que no começo você não teve nada haver com meus pensamentos, devaneios, inspirações e loucuras infantis, minha ideia perpassa pela inocente intenção de ti ter, de se entregar. Apesar de seus pequenos e graves pecados fui cada vez me envolvendo pelo seu sorriso, pela sua forma sutil e perigosa de mostrar quem é que manda, quem é que inevitavelmente iria levar minha mente e meu coração, aqueles que outrora não acreditava em Fernando’s Pessoa, Carlo’s Drummond, Clarice’s Falcão, e por ultimo em musiquinhas sertanejas baratas e intolerantes aos meus ouvidos acabaram por dominar minhas tardes de procrastinação. Seus passos foram contaminando não só a mim, mas aos meus próximos que de vez por outra não mediam esforços para tentar me jogar nesses seus bizarros labirintos que não querem ser revogados... Enquanto sua posição cruel e maluca de continuar a ser um simples e singelo “talvez” diante do meu novíssimo e quase que imperceptível coração fraco e iludido vou lhe procurando em outros sorrisos, gostos e formas, e você só...  Parada a observar o bater de mariposas e correndo atrás de ilusões ainda mais fadadas a derrota do que a minha.