Sei,
entendo que no começo você não teve nada haver com meus pensamentos, devaneios,
inspirações e loucuras infantis, minha ideia perpassa pela inocente intenção de
ti ter, de se entregar. Apesar de seus pequenos e graves pecados fui cada vez
me envolvendo pelo seu sorriso, pela sua forma sutil e perigosa de mostrar quem
é que manda, quem é que inevitavelmente iria levar minha mente e meu coração,
aqueles que outrora não acreditava em Fernando’s Pessoa, Carlo’s Drummond, Clarice’s
Falcão, e por ultimo em musiquinhas sertanejas baratas e intolerantes aos meus
ouvidos acabaram por dominar minhas tardes de procrastinação. Seus passos foram
contaminando não só a mim, mas aos meus próximos que de vez por outra não
mediam esforços para tentar me jogar nesses seus bizarros labirintos que não
querem ser revogados... Enquanto sua posição cruel e maluca de continuar a ser
um simples e singelo “talvez” diante do meu novíssimo e quase que imperceptível
coração fraco e iludido vou lhe procurando em outros sorrisos, gostos e formas,
e você só... Parada a observar o bater
de mariposas e correndo atrás de ilusões ainda mais fadadas a derrota do que a
minha.